sexta-feira, 28 de março de 2008


"EU NÃO VOU SEPARAR MINHAS VITÓRIAS DOS MEUS FRACASSOS! EU NÃO VOU RENUNCIAR A MIM; NENHUMA PARTE, NENHUM PEDAÇO DO MEU SER VIBRANTE, ERRANTE, SUJO, LIVRE, QUENTE". (Ana Carolina)
Mando esta carta direto para você, desejando vê-lo reciclado o mais rápido possível. Espero que não esteja cheio de mim. O problema é que acordei me sentindo como você e, ao precisar escrever algo, pois me cobram, comecei a buscar assuntos para jogar fora. Você sabe: o lixo de um homem é o tesouro de outro.
Pensei em perguntar sobre aqueles poemas que enviei para você alguns anos atrás – lembra? A única pessoa que teve acesso a eles, além de você, não entende, até hoje, como é que eu amei tanto lixo em minha vida.
Pergunto-me a mesma coisa, de tempos em tempos: o que há em você, lixo, que me atrai e me engana tanto? Seguramente, não é o seu perfume. Nem a sua aparência – além de baixinho, não conheço ninguém que não o ache feio e desarrumado.
Você é cheio de cultura, não nego. E talvez tenha sido mesmo isso – essa transbordante quantidade de informação dentro de você – que tenha me encantado em sua personalidade, a princípio. Você guarda tudo: as críticas de jornal, as fofocas dos famosos, as declarações dos políticos, os horóscopos do dia.
Mas acontece que, quando esse tipo de coisa acaba, mostra-se vazio. Nada em você sugere profundidade ou durabilidade. É como se tudo passasse por seu interior sem jamais afetá-lo. Numa leveza que você não tem, pois é pesado e repetitivo – haja saco para agüentá-lo, às vezes.
Você deve estar de boca aberta neste instante, paralisado no seu canto, incapaz de reagir às minhas considerações. Como se eu estivesse jogando falsas acusações em sua cara, assim, na lata, a fim de me livrar de responsabilidades sobre as coisas.
Olha, lixo, estou pouco me lixando. Toda esta sua nova postura, de politicamente correto, não me engana. Você se diz cada vez mais ecológico, mas vive se escondendo debaixo de subterfúgios, sempre ligado aos abutres e a Brasília. Quando chove forte, aí, sim, você aparece, boiando sobre o assunto, para que a população saiba que você existe. Você não vale nada, essa é que é a verdade.
Sei que você vai me acusar de fazer sujeira contigo, mas no momento é o que me resta. Quantas vezes as minhas melhores intenções foram para você, lixo, terminando desperdiçadas?
Minhas mais verdadeiras cartas de amor, em você, sucumbiram. Minhas mais lindas frases de desabafo, em você, silenciaram. Meus mil desejos inconfessáveis, em você, desintegraram-se.
Depois que você entrou no meu computador, então, foi decepção atrás de decepção. É triste dizer, lixo, mas você desperta e traz à tona o que há de pior em mim. Quero você, ao mesmo tempo, o mais perto e o mais longe possível – sendo essa incongruência meu pior dilema.
Por isso, na última vez que cruzei com você, na rua, olhei para o outro lado. Anteontem, ao contrário, me encontrei com seu irmão, luxo, na mesma rua, e fiz questão de cumprimentá-lo. Incrível como vocês são tão parecidos e tão diferentes. Ele me deixa de alto-astral.
Um dia, achei que você não era de se jogar fora. Estava enganada. Hoje, resolvi tratar você como merece. E, se estiver pensando em se colocar no meu caminho, vá se catar. Ponha-se no seu lugar.


por Fernanda Young

quinta-feira, 20 de março de 2008


dúvidas tomavam conta de seus pensamentos. ninguém sabia - nem poderia saber - de suas angústias, caso desconfiassem a achariam totalmente idiota e mandariam ela dormir que logo tudo passaria (coisa que já havia feito 3 vezes naquele mesmo dia, porém sem obter qualquer sucesso). pensamentos pipocando na cabeça, foi quando ela se deu conta do quanto estava cansada daquilo tudo... nada ali a agradava fazia tempo - palavras, falta de atitude, tédio, falsidade, total falta de consideração, gritos ao telefone logo pela manhã, e-mails perturbadores na caixa de entrada na hora do almoço causando uma indigestão terrível... o nível de paciência praquilo tudo ali já havia estourado, não tinha saco pra aguentar as mesmas coisas por mais tempo!pensou em largar tudo, excluir e-mails, desligar os telefones, apagar lembranças, mandar tudo e todos a merda e apertar o play mais uma vez... pensou, pensou e pensou... somente pensou... sabia que haviam coisas que ela não queria deixar pra trás, embora motivos para isso haviam aos montes... e aí você pergunta, então porque não deixar tudo pra trás e seguir com a cabeça erguida? ótima pergunta, se ela soubesse com certeza já tinha mandado tudo à pqp! optou por manter a calma, seguir sim - afinal como dizia Cazuza "o tempo não pára" - mas levando consigo o que para ela ainda possui algum valor, até mesmo porque ela bem sabe que por mais gostosas que algumas coisas são, com o tempo parte delas acaba por perder seu valor - e por mais idiota que possa parecer, era com isso que ela contava!



"Não se arranca de alguém o que ele não quer." (Lívia Vasconcelos)




Ilustração por Carol Cuquetto em http://oamareloeonada.blogspot.com/


segunda-feira, 17 de março de 2008


"Coisas mornas não afetam o paladar."






"Palavras até me conquistam temporariamente, mas atitudes me ganham pra sempre!"







"Pouco não me serve, médio não me satisfaz, metades nunca foram o meu forte..."



Conheceram-se por acaso (por mais que ela não acreditasse em acasos, aquela foi a única definição coerente para a situação) em uma gélida noite regada a casacos e meias grossas; gentilezas, boas intenções (era no que ela preferia acreditar) e cavalheirismos a parte, o "acaso" teria tudo - ou quase tudo - para ter se tornado o melhor dos acasos, e fazer com que ela passasse a acreditar em acaso como algo, no mínimo, promissor; não fosse o fato de mentiras e omissões fazerem, além do vinho, parte do jantar e do sexo (maravilhoso) que sobreveio.

No dia seguinte, confissões tornam o "acaso" a coisa mais decepcionante pela qual passara ultimamente, a noite de fabulosos desempenhos seguidos por orgasmos extasiantes (nunca passou pela sua cabeça que sexo com um estranho poderia ser algo tão gratificante) caira por terra assim que da boca dele saíram aquelas 3 ou 4 palavras tão significativas, que ela em momento algum pensou ouvir daquela boca que horas atrás a fizera querer que o mundo parasse (há tempos não sentia tão bem como quando esteve com ele naquele quarto).

Não sabia distinguir os pensamentos, ao mesmo tempo em que uma repulsa enorme tomava conta, as lembranças e uma certa expectativa a faziam sentir-se confortada; decidiu então, levar o acaso adiante, e que fosse o que Deus quisesse, já não tinha nada a perder mesmo, decidiu dar a cara a tapa... mais uma vez!!!

Seria uma bela história com um final feliz, não fosse o caso de, em certo momento, ela dar-se conta de que aquilo ali já não lhe agradava mais... sexo, palavras e expectativas irreais já não eram belos quanto foram uma vez; ele sente muito, ela também, e decide por fim ao acaso que parecia ter futuro.

Depois disso, porres todos os dias, beijos em bocas sem gosto, sexo por distração, noites em claro (dessa vez por tristeza), desgosto e descaso como fatores principais na maior parte de suas relações.
Ela repensa sua vida e vê que nada naquilo lhe pertence, nunca lhe pertenceu, por que então sofrer tanto por algo que nunca lhe foi concebido? Decidiu que aquele seria o último dia no qual aquelas lembranças tomariam seu tempo, não tinha mais tempo a perder com o passado, muito menos com o que havia acabado; aquele seria o dia no qual tudo do “acaso” seria jogado no inconsciente; deitou em sua cama, ouviu músicas tristes, mas por ironia nenhuma lágrima caira de seus olhos; se tivesse que chorar, lembrar de alguma coisa, aquele ali seria o momento, pois no outro dia não haveriam chororôs, lamentos nem saudades, tudo seria esquecido no momento em que acordasse... não sentia mais aquele sentimento lindo de antigamente, nem raiva, sentia total indiferença por aquele que até então era o homem de sua vida.

Ela percebeu que poderia SIM ser feliz sem ele, chegou até ele e largou um “Acho melhor deixarmos tudo isso pra lá” com ares de superior que só uma mulher pra entender o quão doce aquelas palavras lhe soaram aos ouvidos. E esse dia foi ontem!

;)

domingo, 16 de março de 2008


São José do Cedro, 16/03/1993 - nasce aquela que seria a minha - tão esperada - irmã mais nova! Hoje, 16/03/2008 eis que aquela minha pequenina, frágil e indefesa, dona de uma cabeleira preta luminosa, com os olhinhos mais boludinhos que eu já tinha visto completa 15 anos! Pois é minha "irmãzinha", 15 anos!! E é por esse motivo que eu estou aqui pra te dizer OBRIGADA POR TER NASCIDO! OBRIGADA POR SER MINHA IRMÃ e contagiar o meu mundo com esse teu jeito tão especial e encantador de ser!
Se há 14 anos atrás você era uma bonequinha nas minhas mãos - aquela que eu colocava fralda, vestidinho, lacinho no cabelo e levava pela mão passear; que eu dava umas bifas na mão quando mexia onde não devia; mordia aquela boxexas gordinhas rosadas tãão gostosinhas (e que até hoje são! ;x); lia historinha, arrumava a lancheira pra ir pra creche, ia com a tatinha buscar no jardim de infância e achava um saco ter que dividir o quarto com um bebê que chorava taaanto (pqp e como chorava!!) – hoje, minha irmã, você passou a ser a minha melhor amiga, a menina-mulher que de vestidinho de flores e babadinhos passou a usar jeans e vestido curto - porque o que interessa é mostrar as belas coxas que a genética lhe deu -, que de Sandy e Junior e “mana, brinca comigo de Barbie” evoluiu pra “quero um celular novo”, “olha só que gaaato aquele guri!”, ou ainda “ah não sei mana, acho que não vai dar, tenho que sair com as gurias...” aquela que era a minha protegida hoje é aquela que me protege, que me pedia ajuda com as bonecas é a que me pede conselhos sobre roupas, calçados e namorados... (começo a pensar em como estou ficando velha.. aaii meu Senhoorr!! ;x)
Quero que você saiba que sou muito feliz por ver esse teu crescimento, tua evolução na vida minha pequena, com certeza essa é uma das coisas mais lindas que uma irmã mais velha pode presenciar! Mesmo aqui do outro lado do estado eu torço e rezo muito por ti todos os dias, morro de saudade de ti e dos teus ataques de histerismo com a mãe e das tuas gargalhadas sensacionais que tiram qualquer pessoa da tristeza.
Desejo do fundo do meu coração, que você jamais, em qualquer momento da vida, perca esse teu jeitinho meigo que encanta (e causa inveja a muita gente) a todos que estão a sua volta; que você siga sempre a voz do seu coração, como até hoje tem feito; que não esqueça, por mais que complete 15, 20, 30 anos, da criança linda que existe dentro de você, que seja adulta quando precisar, mas que aquela Karen pititica nunca saia de dentro de ti; desejo que você tenha muita sabedoria pra lidar com todas as situações que a vida lhe apresentar, e que, se em algumas delas você não souber o que fazer, você saiba que sempre vai ter uma irmã mais velha a quem recorrer; que a felicidade seja algo constante em sua vida; que Deus esteja sempre olhando por ti e lhe mostrando o caminho certo a seguir, e se por um acaso você decidir não ir pelo que Ele lhe indica, você tenha sabedoria pra sair com a cabeça erguida de qualquer lugar; desejo tudo de bom que há nesse mundo, mas desejo também alguns momentos difíceis, porque na maioria das vezes, momentos difíceis remetem a aprendizagens; desejo acima de tudo estar sempre aqui quando você precisar, estar sempre presente em sua vida, em toda hora, em todos os momentos! Desejo, por fim, uma vida maravilhosa a ti, irmã amada da minha vida, e como diz o Bial “saúde e paz, que o resto a gente corre atrás!”



TE AMO POR TODO O SEMPRE!!!

"Meu refúgio, minha fortaleza."


sexta-feira, 14 de março de 2008

start


mais um (meio) recomeço...

jogando fora; evitando remexer o lixo; preenchendo vazios; buscando novas - e boas - razões...


sorte pra mim!
beijos e bom final de semana