domingo, 8 de junho de 2008

a paz dura até o momento em que o celular toca, numa quinta-feira, as 19:00, e do outro lado alguém fala: "eu quero te ver, estou com saudade."

ela queria ligar pra ele dizer "não me procure nunca mais" com certeza absoluta de que não se arrependeria por isso depois... poder passar por ele e não sentir o coração disparar em seu peito
não ter o número dele gravado na primeira ligação efetuada e recebida todos os dias em seu celular... não se importar mais com ele... se está bem ou continua cometendo as mesmas mancadas do passado... queria não precisar de tudo aquilo que ele fazia por ela até semana passada... poder ouvir coldplay e não lembrar dele.
ela queria, mais do que tudo, não pensar mais nele, não querer falar, apagar da memória qualquer lembrança do passado... seguir a vida como se tudo aquilo não estivesse acontecendo...
dizem que o tempo cura, mas no caso dela está levando tempo demais pra curar, e ela já não sabe mais o que fazer... precisa, de uma vez por todas, seguir enfrente, quebrar vínculos e deixar o passado para trás.. antes que seja tarde demais para ser feliz com outro alguém...


enquanto o pensamento persiste e as lembranças encomodam, ela vai levando dia após dia sem deixar a cabeça baixar, por mais que para isso seja preciso negar para si mesma alguns fatos.... quem sabe o tempo esteja começando a botar as coisas no seu devido lugar.
ela prefere acreditar que isso é coisa passageira, tpm quem sabe... ou a maldita carência domingueira...


ela pelo menos (?) sabe o que quer, e se é verdade que devemos querer para ter, acabara de apostar todas suas fichas nesse querer, sem se importar com o preço a ser pago.
dali em diante sabia que tudo seria diferente, não permitiria que mais nada daquilo fizesse tanto barulho em sua vida.. afinal, o que passou, passou(!), quer você queira, ou não... e ela já havia aprendido essa lição no semestre passado...

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