segunda-feira, 23 de junho de 2008


se eu não falo mais o quanto você é lindo e o quanto me faz feliz; se não lhe desejo mais boa noite da mesma forma que desejava tempos atrás; se não procuro mais fazer tudo que você gosta, se não faço mais coisas pra lhe agradar; se não mando mais mensagem no teu celular pela manhã desejando um ótimo dia, se não sou mais eu quem lota a sua caixa de e-mail com mensagens lindas e carinhosas; se meu primeiro e último pensamento do dia já não é seu sorriso; se eu pareço não me importar mais tanto com você como me importava uma vez; se eu já não pergunto como foi seu dia, se sua mãe está bem, se está cuidando bem dos gatos ou como estão as coisas na faculdade; se eu já não me ofereço pra ouvir suas reclamações e chororôs, se eu já não procuro aprender a fazer aquela comidinha que você gosta, só pra fazê-la pra você; se eu não deixo as minhas coisas em última opção pra poder ficar com você a noite toda; se eu não pareço a mesma de um mês atrás, se não te dou mais a atenção que dava um mês atrás, é porque não sou mais a mesma de um mês atrás. se eu não estou te convidando pra vir até a minha casa, tomar vinho e se enfiar comigo embaixo das cobertas é porque eu não estou querendo a sua companhia. se parei de dizer que queria você na minha cama rolando comigo a noite inteira é porque eu já não faço mais questão de sentir seu peso sobre mim. se nossas conversas já não são mais sobre nossos fabulosos desempenhos, sobre como eu adoro quando puxa meu cabelo, a lingerie que você adora me ver vestindo ou sobre o que irá acontecer quando você estiver aqui, vai ver é porque nada disso mais tem importância...

hoje consigo fazer com você o que fez comigo esse tempo todo, consigo sentir por você o que você demonstrou ao longo desse ano... agora sou eu quem não se importa, quem não liga, não manda mensagem; quem não sente, quem não faz questão, não convida; não pede por companhia, nem por atenção.

quem sabe agora a gente possa brincar de maneira que ambos se divirtam, e que, quando um descer da gangorra, o outro não dê com a bunda no chão!

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