quinta-feira, 30 de abril de 2009

as pessoas fazem o que podem!

foi a frase dita hoje por Meredith Grey que fez com que eu saísse do sofá para o computador. andei pela casa, escovei os dentes e enrolei mais um pouco pensando em quais momentos eu fiz o que podia...

foi inevitável lembrar da minha vida emocional à la novela mexicana. eu fiz o que podia quando aguentei o meu ex namorado por um bom tempo sem gostar dele; eu fiz o que podia quando não quis largar ele por outro; fiz o que podia quando fiquei por 3 anos com alguém que namorava há 5; quando não quis namorar com alguém que insistia tanto nisso, até o momento em que cansou de ouvir que eu não acreditava e desistiu; e acima de tudo, fiz tudo o que podia quando fui atrás do que queria, mesmo que não tenha conseguido; quando me arrependi por anos de algo que não fiz, esperei por anos um alguém, que quando chegou, mostrou que tudo foi uma grande perca de tempo e gasto de energia.
fiz o que podia quando minha mãe surtava, meu pai reclamava e minha irmã emburrava...
assim como hoje acredito que meu ex namorado fez o que pode enquanto ainda existia respeito e consideração entre nós; que o segundo fez o que pode pra que eu ficasse com ele; o terceiro fez o que pode pra que, mesmo namorando, sempre que possível a gente ficasse junto e o último fez o que pode nos anos que tentou mostrar que o que sentia era verdadeiro. bem como minha mãe, pai e irmã fazem o que podem pra não surtar, não reclamar e não emburrar
e acredito que esse seja um dos meus grandes defeitos... não entender, quando devo, que as pessoas fazem o que podem. no final das contas é tudo coisa de momento, fazer o que se pode, aqui e agora - e livrar-se de culpas e arrependimentos.

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